20.9.09

 

Qualquer processo desencadeador de contrações uterinas pode progredir para uma  via comum caracterizada por um aumento progressivo da excitabilidade das fibras  miometriais, desencadeando um aumento da contratilidade uterina e dando início  ao trabalho de parto prematuro.
 

Sabe-se que pacientes com elevado risco para o parto prematuro apresentam um  estado de hipercontratilidade uterina, provavelmente, em virtude da quebra do  estado de consciescência uterina, comum às gestações normais. Em tal situação,  poder-se-ia utilizar a progesterona, cujo principal objetivo é aumentar o  limiar de excitabilidade uterina e, assim, diminuir as taxas de nascimentos  prematuros.Esta pretensa compreensão da fisiologia da contratilidade uterina  tem despertado grande interesse teórico na utilização de progesterona para  prevenir o parto prematuro. Além destes efeitos benéficos para as gestantes com  risco para o parto prematuro, a progesterona natural é isenta de ação  teratogênica, não promove distúrbios metabólicos ou hemodinâmicos, ao contrário  dos progestagênios de outrora. A partir de então, novas perspectivas foram  alçadas, baseando-se nas evidências fisiológicas de sua acção.

Alguns estudos sugeriram a utilização de progesterona natural,desenvolvida numa  fórmula galênica que possibilitou a utilização oral, e mais recentemente, após  1980, na França, surgem os primeiros trabalhos com progesterona natural  micronizadas, que possibilitou maior absorção. A via vaginal e a retal podem  ser prescritas, pois além de demonstrarem os mesmos efeitos benéficos, não foi  observado os inconvenientes da primeira passagem hepática.

Deste modo, a utilização de progesterona natural, por via vaginal, não  determinou efeitos colaterais adversos com a evolução pré-natal, nem se  associou a alterações neonatais. Os resultados preliminares de um estudo  duplo-cego realizado num hospital universitário têm sido promissores.  Entretanto, deve-se ratificar que as evidências actuais sugerem benefícios na  utilização tópica de progesterona natural em pacientes com elevado risco para o  parto prematuro espontâneo. Por enquanto, a sua administração não dispensa a  utilização de métodos preditivos para o parto prematuro, tais como: ecografia  transvaginal, a monitorização das contrações.
A administração de progesterona tópica natural em pacientes assintomáticas com  risco tem por finalidade manter o "bloqueio progestagênico", que  determina a quiescência uterina e, por consequência, a diminuição do risco do  parto prematuro (prevenção secundária). Assim, diminui-se a incidência do  nascimento prematuro ou a possibilidade do emprego de medidas desnecessárias,  como as internações hospitalares e a tocólise intempestiva, as quais são,  indubitavelmente, de alto custo social.
 
EDUARDO BORGES DA FONSECA

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