23.10.09

 

 

 

Muito boa tarde.

 

O meu nome é Joana Manta, tenho 26 anos e estava com 29 semanas e 6 dias de gestação.

 

A gravidez foi planeada e muito, muito desejada por mim e pelo meu marido. Era seguida pela minha obstetra, fazendo todos os exames, análises e ecografias, que me eram solicitados e a gravidez seguiu sem qualquer incidente de maior. O meu bebé mexia-se muito e, como tal, no dia 15/10/2009, achei estranho o facto de não o sentir mexer durante todo o dia e achamos melhor dirigir-nos ao hospital para vermos se estava tudo bem. Foi confirmado por dois obstetras (um deles a minha médica assistente) que o bebé já não tinha batimentos cardíacos. Não perceberam o porquê, pois até então estava tudo bem com o bebé. O mundo desabou. Foi feita a indução do parto. O bebé vinha com circular ao pescoço. Asfixiou.

 

 

 

 

Há agora uma situação que preciso que me confirme: o meu bebé sofreu?

Amamos muito o nosso filhote e vamos sempre amar, e preciso de saber a resposta VERDADEIRA a esta questão para conseguir seguir em frente.

 

Por favor responda-me.

 

Muito obrigada,

 

Joana Manta

 

 

Cara Joana,

Toda a perda de um filho acarreta um peso e dor enorme que tende a permanecer no tempo e ir-se desanuviando muito lentamente. Seria incorrecto afirmar "um dia vai esquecer",
porque isso é impossível. O seu filho é e será eterno. Relativamente à questão que
coloca, nada nem ninguém lhe poderá dar essa certeza, mas agarre-se à ideia que é um filho que foi gerado com muito amor, que foi amado durante o tempo que esteve dentro de si e que será eternamente recordado e amado de forma incondicional.
Procure ajuda se verificar que toda a sintomatologia persiste, se o sofrimento não se
tornar mais ténue. Não se deixe ir com as dúvidas, com a procura constante de respostas a
perguntas às quais, muitas vezes, são difíceis de responder. Crie a sua própra resposta e
agarre-se à vida lutando com todas as forças que tem e pense que o seu filho terá muito
orgulho em ver que consegue recordar-se dele com uma saudade saudável.


Um beijinho grande
Drª. Sandra Cunha - Psicóloga

link do postPor projectoartemis, às 22:59  comentar

 
Espaço de partilha com objectivo de diminuir a falta de informação técnica e emocional a mulheres que vivenciam o luto da perda de um bebé ao longo da gravidez, bem como quebrar o Pacto de Silêncio resultante de todo esse processo de luto na Perda Gestacional.
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projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Em paralelo, acompanhou Manuela Pontes na Direcção da Artémis como Vice Presidente. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

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