31.5.09

 

 

"A Oração da Serenidade” fala em “aceitar as coisas que não podemos modificar”. A aceitação não deve ser confundida com a indiferença. A aceitação deixa distinguir entre as coisas que podem e as que não podem ser mudadas. A indiferença paralisa a iniciativa. A aceitação libera a iniciativa, aliviando-a das cargas impossíveis. A aceitação é um acto do livre arbítrio, mas, para ser eficaz requer a coragem moral de se persistir apesar do problema imutável.

A aceitação liberta o aceitante, rompendo-lhe as cadeias da auto-piedade. Uma vez aceite o que não pode ser modificado, a pessoa fica livre para se empenhar em novas actividades."

 

 

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25.5.09

Da mesma autora do Pacto de Silêncio, Manuela Pontes, lança mais uma obra que mostra a verdadeira face da Perda Gestacional.
Em breve, nas livrarias.

 

 
 

 

 

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer.

Infelizmente, a sociedade não tem consciência de como é frágil a maternidade. Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que lutaram contra o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade, que, silenciosa, clama por ser ouvida.

 Para aquelas que passaram pela perda, a obra configura-se em grande apoio. Para seus familiares, desvenda alguns aspectos da psique materna que talvez não tenham sido percebidos. Para os profissionais de saúde, revela a faceta humana de um acto tido como "normal" pela medicina. Mesmo o leitor que nunca passou por tal drama não pode deixar de lê-la, pois trata-se de um tema demasiado intenso para passar despercebido.

 .

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21.5.09

 

 

Uma equipa de 15 mulheres apoia, no Hospital de São Marcos, em Braga, grávidas que sofrem abortos espontâneos.
A Associação Artémis tem com o objectivo de angariar mais voluntárias para outras unidades hospitalares.

link do postPor projectoartemis, às 23:11  ver comentários (1) comentar

20.5.09

 

Muitas dificuldades existem, nesta nossa sociedade, para acedermos a informação sobre a Perda Gestacional, mais dificuldades se encontram na busca por histórias que retratem este mundo de forma tão igual ao que registamos como "A nossa História". Li o Pacto do Silencio, é talvez o unico livro que retrata uma realidade tão próxima de todas as gestações e das "nossas histórias"..
Ser Mãe é um sonho de muitas mulheres, que por motivos, às vezes inexplicáveis, não se concretiza.
No livro Pacto do Silêncio, a autora Manuela Pontes, através de 15 testemunhos, deu voz a  uma dor inqualificável através de palavras.
Li e reli alguns testemunhos, não só por me identificar com partes da história, mas por saber na primeira pessoa, o quanto custa lidar com uma situação ainda muito tabu na nossa sociedade.
Perder um filho que não chega a crescer aos olhos da sociedade, é quase sempre menosprezado. Filho não é só aquele que nasce, cresce e vive, mas sim aquele que desde o primeiro momento cresce dentro do ventre da sua mãe.
Obrigada por dar voz a todas nós que sofremos em silêncio!!
 
Beijos
Cristina Carvalho

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17.5.09



Nunca imaginei, nunca pensei que iria sentir uma dor assim. De tão intensa pensei que me iria consumir...
Depois de ter perdido dois bebés em menos de um ano, pensei que não mais iria recuperar. Mas o tempo passou e acalmou a minha dor, pelo que me permitiu ter novamente esperança e acreditar que poderia ter um filho nos braços para amar e cuidar. Ficaram as cicatrizes, a saudade, o amor áqueles filhos que não pude abraçar, mas que vivem no meu coração!
Ficou também algo muito belo e profundo: Compaixão! Este sentimento tão puro, sincero e desprendido que passei a perceber o significado na sua verdadeira essência. Compaixão por todos os bebés que viveram no ventre das suas mães e que partiram, ainda que sendo uma curta existência fisica, merecem ser respeitados e dignificados. Compaixão pelos pais e mães que contra tudo o que desejavam e esperavam ficaram privados do seu amor e de os poder igualmente amar com colo e mimos. Compaixão por familiares e amigos que na esperança de dizer o certo dizem, por vezes, o errado ou que na ignorância do que significa este leito de sofrimento percebam um dia o significado da palavra COMPAIXÃO!

Celeste
 

link do postPor projectoartemis, às 12:28  comentar

11.5.09

 

Existe a circular, desde há dois anos, uma petição para a criação de uma Efeméride - Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional - a ser comemorado a 15 de Outubro, com o intuito básico de:

- Chamar a atenção para a problemática da Perda Gestacional no nosso país.
- Oficialmente, conseguirmos que seja reconhecida por todos como um problema real.
- Honrar e celebrar a luta árdua que milhares de portuguesas enfrentam para dar à luz o seu filho.
- Quebrar o tabu envolto na ignorância / desconhecimento de um problema diário
- Dignificar o sofrimento e dar-lhe voz
 

Assine também esta petição e contribua para uma maior dignificação à causa da Perda Gestacional.

 

LINK para a petição: http://www.petitiononline.com/Dia/petition.html

 

link do postPor projectoartemis, às 22:54  comentar

6.5.09

 

"Sonhei que também perdia o meu bebé. Sei que me afeiçoei a ela, vivi tudo com ela. Mudei a minha vida por ela. Comprometi tudo por ela. Dei tudo por ela. Já nem sabia viver sem ela. Era o meu sorriso, a minha força de vontade, o meu querer, o meu desejo, a minha fortuna, a minha busca, a minha razão de viver, a minha alegria, o meu esforço, o meu trabalho, o meu sonho, a minha vida, era eu mesmo, o meu pulsar, a minha respiração, o meu andar e o meu pensamento. Sei que teve de ser, mas é uma dor imperdoável, um castigo pelo que eu sou. É uma dor tão intensa, meu Deus. Sinto-me numa lama viscosa, num poço sem fundo e escuro por onde rolo ou caio num abismo que afinal nem sei se o construí. E dói, dói ser irreparável, irreversível. Não é uma mentira, é uma realidade da qual já não posso fugir. Sinto a perda como um conflito entre o desejo da posse, da existência ou da concretização de alguém e o não concretizar, definitivo, irreversível e irremediável, desse desejo. Sentido como fatalidade que me atinge violentamente, dispara-me um sofrimento mental e orgânico tão intenso que me paralisa e me surpreende, que se abate súbito sobre mim, sem eu contar, que me atinge, me fere e destrói. É um sofrimento que vive de um conflito interior, mental e violento, de emoções e sentimentos, onde refaço um percurso, avalio os actos e as consequências, à procura das minhas falhas, dos meus erros e das minhas culpas, e procuro mil e uma soluções, compromissos, cedências, mentiras, desculpas, eu faço tudo para o tentar impedir, mas afinal já aconteceu."
                                                                                                Drº. Mário Sousa,  In Pacto de Silêncio

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link do postPor projectoartemis, às 21:58  comentar

2.5.09

 

 

Um dia foi assim...
Podem passar segundos,
horas, dias, semanas, meses, até anos,
mas eu nao vou esquecer
que um dia, àquela hora,
àquele minuto, naquele segundo,
tudo aconteceu... foi um dia
para nunca esquecer...
foi um dia que eu quero esquecer...

Da mamã  Sofia

 

Filha do meu coração

Estiveste comigo 20 semanas, 20 semanas mágicas e curtas, que souberam a muito pouco, mas quis o destino que te arrancassem de mim, mas foste tu que me fizeste Mãe pela 1º vez. Agora tenho aqui as tuas manas - a Vicky e a Sabrina - que ainda está na barriga, mas já sabes que nunca te esqueço. Estás sempre no meu coração e quando elas forem maiores vou-lhes falar de ti, meu anjo adorado .
Um beijo daqui ao céu para ti, minha 1º Victória .

Da mamã Carolina Resende

 

 

 

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Espaço de partilha com objectivo de diminuir a falta de informação técnica e emocional a mulheres que vivenciam o luto da perda de um bebé ao longo da gravidez, bem como quebrar o Pacto de Silêncio resultante de todo esse processo de luto na Perda Gestacional.
Envie a sua questão
Este consultório online é um espaço onde pode colocar as suas dúvidas no âmbito da Perda Gestacional. Este Consultório tem um carácter informativo e o acompanhamento médico especializado por parte dos leitores não deve ser descuidado.

E-mail: projectoartemis@sapo.pt

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Direcção APA
projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Em paralelo, acompanhou Manuela Pontes na Direcção da Artémis como Vice Presidente. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

Contacto:
Telefone:938633707
E-mail: projectoartemis@sapo.pt
Site: www.facebook.com/associacaoartemis

Orgão Sociais
Direcção:
Presidente - Sandra Cunha
Vice Presidente - Patrícia Vilas Boas
Secretária - Andreia Neves
Tesoureira - Susana Rodrigues
Vogal - Marco Jesus
Assembleia Geral:
Presidente - Anabela Costa
1ª Secretária - Vanessa Mack
2ª Secretária - Sílvia Melo
Conselho Fiscal:
Presidente - Ricardo Fortuna
Vogal - Mónica Cunha
Vogal - Manuel Vilas Boas
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