17.5.17

 

Este é o vídeo da campanha que lançamos em Junho de 2016 "A perda gestacional existe... e tem rosto". O vídeo passou a estar disponível no youtube em Outubro, temos neste momento 1962 visualizações, lançamos assim um desafio.
Que partilhem o vídeo do canal youtube, para que o possamos tornar ainda mais visível. A partilha deve ser feita do link e não deste post :)
Quantas visualizações juntos iremos conseguir alcançar?
Será que UNIDOS iremos conseguir tornar este vídeo viral?
Vamos acreditar que sim e Juntos fazer a diferença.

Um dos grandes tabus em torno da perda gestacional é a não identificação dos bebés por parte da sociedade, por parte de quem rodeia estes pais. Todos sabem que eles estavam grávidos, mas depois têm imensa dificuldade na aceitação do luto pela perda deste filho.
O rosto da perda não é muitas vezes visualizado, pois estes bebés não são vistos pelos outros, não são sentidos pelos outros, mas existiram. Então estes pais são o rosto destes bebés. Estes pais são o rosto do filho que os outros não viram.

Vamos quebrar o silêncio, vamos dar voz a estes pais, vamos dar um rosto a estes bebés.
Apresentamos assim, a nossa campanha de sensibilização para a perda gestacional.
“A perda gestacional existe… e tem rosto”

Copyright © 2016 Associação Projecto Artémis
Música:
Cantora Mariza
Editora Warner Music
Letra e melodia Firmino AC e Tiago Machado

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10.5.17

vou nascer.png

 

A  Associação Projecto Artémis (A-PA) efetuou protocolo com o Centro de Assistência Parental VouNascer.

10% de desconto às associadas do Projecto Artémis na preparação para a parentalidade e 5% nos outros serviços (mediante apresentação da Declaração de sócia da A-PA).

 

O VouNascer é um Centro de Assistência Parental que visa oferecer uma nova perspetiva sobre a parentalidade e o cuidar de si próprio.

Somos uma equipa multidisciplinar que engloba as áreas de enfermagem, nutrição, fisioterapia, psicologia e terapias alternativas como massagem, reflexologia, reiki, yoga, meditação e relaxamento, entre outros, tanto no centro como ao domicílio.

Apesar de estarmos mais direcionados para a área da obstetrícia e pediatria temos vários serviços ao dispôr de toda a família, trabalhando com cada unidade familiar como uma células única, individual e com um percurso especial.

Estamos localizados na Rua João de Freitas Branco, Nº21 D, Lisboa, ficamos à sua espera!

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8.5.17

IMG-20170307-WA0000.jpg

 "Estava feliz, era o dia do aniversário do meu filho e estava grávida, algo que já desejava há muito e que demorou a concretizar, mas naquele momento estava feliz. Ao longo da festa, sempre que o meu filho passava por mim, dava-me um beijinho ou uma festinha na barriga, tudo muito disfarçadamente porque ainda era cedo e ainda era um segredo da família mais próxima. 

Ao final do dia, quando cheguei a casa da festa fui à casa de banho e tinha sangramento, tentei ficar calma mas acho que de certa forma já sabia o que aquilo significava. Há uns dias que os sintomas iniciais que cedo se fizeram sentir tinham parado de repente, e aquele sangramento veio apenas confirmar algo que o meu corpo já me estava a dizer há algum tempo. 
Sem pensar duas vezes, fui para o hospital, e assim que a médica fez a eco disse logo que não tinha batimentos cardíacos e que parecia ter parado o desenvolvimento por volta das 6 semanas, pelo tamanho do feto. Não me deu nenhuma certeza, pediu-me para aguardar 15 dias e depois voltar para ver o que tinha acontecido. 
Voltei a casa já com a certeza que estava a passar por uma perda gestacional, e que a minha suspeita de que algo não estaria bem há já duas semanas confirmava-se. No dia seguinte fui ao centro de saúde pedir baixa, durante a noite já tinha tido dores e principalmente psicologicamente não estava em condições de ir trabalhar.
O médico ficou um pouco atrapalhado, deu para perceber que não tinha muito contacto com esta realidade, mas passou logo a baixa para 15 dias e depois logo se via se era preciso mais. Aproveitei que estava no centro de saúde e fui desmarcar a próxima consulta de gravidez, indicando que tinha perdido o meu bebé. 
Nos dias seguintes, o sangramento e as dores aumentaram, o meu corpo foi gentil e fez o que tinha de fazer, e de certa forma fiquei grata por isso pois queria evitar intervenções. 
Conforme fui falando com algumas amigas que tinham passado pelo mesmo, fui sabendo de histórias tão tristes como a minha e uma das minhas amigas disse-me que nem lhe deram baixa, simplesmente disseram que tinha de ir trabalhar no dia seguinte porque era algo que acontecia, era natural... Não sei como teria conseguido ir trabalhar, depois de noites passadas a chorar e uma dor física e emocional tão forte. Essa mesma amiga referiu-me que a baixa era paga a 100%, mas na altura nem liguei muito a isso. 
Chegou o dia de voltar ao hospital e ainda na triagem, a enfermeira deu-me os parabéns, estava quase a chegar às 12 semanas, e eu nem fui capaz de dizer nada... Entrei, fiz nova ecografia e tinha o útero limpo, pelo que se confirmava a perda gestacional que eu já sabia ter acontecido. 
O tempo foi passando, regressei ao trabalho passados os 15 dias de baixa e aos poucos fui voltando a ser eu. 
Quando recebi o valor da baixa, verifiquei que não tinha recebido os tais 100% e decidi ligar para a segurança social para perceber o que se tinha passado. Na linha disseram-me que a minha baixa era por doença natural, e não por interrupção da gravidez pelo que estava correta, eu insisti que não estava correta a informação e a senhora da linha disse que eu deveria ter tido atenção a isso. Eu, que naquele dia estava a perder o meu bebé, que naquele dia vi um sonho meu a escapar-me pelos dedos, devia ter verificado se o médico colocou a cruz no sítio certo... Entretanto, depois de eu não aceitar aquela resposta, lá me disseram para enviar os papéis do hospital e todos os comprovativos que tinha, que a situação seria analisada, e foi o que fiz. 
No mês seguinte ligaram do centro de saúde para adiar a minha consulta de gravidez, eu tinha feito o esforço de ir lá informar que a gravidez não tinha evoluído para evitar estas situações e de nada serviu. Lá tive de explicar tudo outra vez e o resto do dia foi passado a evitar o choro no trabalho. 
Passado mais um mês recebo resposta da segurança social, indicando que seria necessário enviar o papel da baixa corrigido. Depois de muitas tentativas telefónicas para o centro de saúde, sem sucesso, enviei um email onde expliquei toda a situação, e a resposta que recebi foi que o aborto apenas foi confirmado quando voltei ao hospital 15 dias depois e só nessa altura é que teria direito à baixa por interrupção da gravidez. Sempre que falei ao telefone para a segurança social ou para o centro de saúde, eu falava em perda, e eles do lado de lá respondiam sempre com as palavras aborto ou interrupção da gravidez, são só palavras, mas são palavras que custam ouvir... 
Não aceitei a resposta que me deram, e nem era pela questão do dinheiro, mas sim pela situação em si, não fazia sentido o que me estavam a dizer, pelo que voltei ao centro de saúde e pedi consulta com o mesmo médico que me passou a baixa, com o intuito de pedir a correção. Ainda no atendimento do centro de saúde, viram o meu boletim de grávida e voltaram a dar os parabéns, só quando abriram a minha ficha é que lamentaram a situação, mais uma vez. Já tinham passado alguns meses e o médico já não se lembrava de mim, mas depois de explicar tudo e de lhe dar os papéis do hospital a resposta que me deu foi a mesma que me tinham dado no email: a confirmação da interrupção da gravidez apenas se tinha dado depois dos 15 dias pelo que a baixa tinha sido bem passada. Já com as lágrimas nos olhos disse que comecei a perder o meu bebé no dia em que fui ao hospital, e que só lá voltei a pedido da médica para confirmar se estava tudo bem e o médico respondeu-me que isso era muito relativo! Relativo?!? Eu sabia em que dia tinha perdido o meu bebé, era impossível esquecer e o médico diz-me que é relativo? Tentei manter a calma e conter as lágrimas e voltei a explicar tudo, o mais calmamente que consegui. Aí, o médico saiu, foi falar com outro médico na sala ao lado e voltou já com o papel da baixa para corrigir, finalmente. 
Já enviei todos os papéis para a segurança social e aguardo a correção do valor pago, mas não podia deixar de dar este meu testemunho e pedir mais sensibilidade na forma como se fala, com todas as mães, e também com aquelas que perderam os seus filhos!

Patrícia Paiva"

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20.3.17
 

Ex.mos Senhores Associados da Associação Projecto Artémis:

Nos termos do Artigo 29, ponto 2b dos estatutos e demais legislação aplicável, convoco todos os associados da Associação Projecto Artémis, a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no próximo dia 25 de Março de 2017, pelas 14,00 horas na Sede da Associação, sita na Praça Paulo Vidal Nº14, Lamaçães, 4700 Braga com os seguintes pontos:

 

1 - Discussão e votação do relatório de contas de 2016

2 – Outros assuntos de interesse para a A-PA

Informam-se todos os associados que segundo o Artigo 31º, caso não estejam presentes à hora marcada a maioria dos sócios, a Assembleia reunirá uma hora depois com qualquer número de associados, deliberando validamente.

 

Braga, 16 de Março de 2017

 

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Anabela Costa
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9.3.17

eva.jpg

"Quando descobri que estava grávida da Madalena em Novembro de 2014 namorava apenas à 2 meses,mas apesar disso  foi uma alegria enorme para mim e para o pai. Tinha 31 anos não era uma miúda por isso não tive qualquer dúvida em seguir para a frente... Dizem que é mau agoiro pensar que algo vai correr mal mas desde o inicio senti que alguma coisa poderia acontecer e pedi a todos que se tivessem que escolher entre mim e a minha filha optassem por ela...

 Antes mesmo de fazer a 1ª eco (coincidência ou não a consulta tinha sido desmarcada nessa mesma semana), no dia 19 de Dezembro tivemos um acidente de automóvel, o carro foi para a sucata mas, não ficou "ninguém mal, é o que importa" dizíamos na altura.... fui para o hospital de Évora desde o primeiro minuto pensei no meu bebe se, por uma teimosia minha porque não precisava ter feito aquela pequena viagem a Évora, teria posto em risco o meu bebé. Depois de algumas horas há espera e de os médicos terem sido atenciosos por estar nervosa e estar no inicio da gravidez finalmente conheci a Madalena, na altura nem sequer sabia se era uma ou um mas era meu, era o meu bebe... e quando ouvi o coração bater parece que tudo fez sentido....o meu bebé estava "bem". A médica disse na altura que era tão pequena que nunca poderia ter sido afetada pelo impacto.

 Em Março resolvemos casar já tinhamos a nossa casa e era altura de fazer o "ninho" para o nosso bebé, tivemos muita ajuda dos meus pais de dos meus sogros nunca fiz grandes esforços, pelo menos no que toca a vida familiar, já no trabalho embora tivesse recebido ordem do médico da companhia para ser colocada nas caixas, uma vez que trabalho num supermercado, essa ordem não foi cumprida e passei os 8 meses de gravidez de pé a andar de um lado para o outro. No dia 20 de Março de 2015 tivemos a certeza de que era uma princesa embora sempre nos tivéssemos referido ao bebe como "ela", instinto, talvez. A partir dai era rosa, rosa, rosa.....

 Estava tudo bem, corria as mil maravilhas, nem um enjoo desde o inicio, a Madalena era pequenina mas estava tudo bem. 

No inicio de Junho começava a andar cansada os pés inchavam muito mas também passava o dia em pé... Fui ao médico diagnosticaram-me um trombocitopenia, diziam que era derivado do by-pass gástrico que tinha feito em 2011, e que estava com poucos líquidos, nada de preocupante segundo a médica, era só controlar beber muita água. No dia 16 de Junho de 2014 entrei de férias e depois a médica disse que já era tempo de ir para casa descansar, mais ou menos por volta da 2ª semana de Julho não senti a Madalena mexer durante muitas horas e comecei a entrar em pânico felizmente o meu marido lembrou-se " come chocolate, a médica disse que resultava...." e resultou a Madalena mexeu-se mas nunca mais fiquei descansada.... quando passava 2h sem se mexer começava a entrar em "stress", "calma, é normal tu és baixinha tens a barriga pequena a menina não tem espaço para se mexer" diziam... comecei os CTG's tinham sempre que me dar um rebuçado porque segundo as enfermeiras a Madalena estava a dormir e era preguiçosa..... 4 CTG e nada de contrações. 

 Dia 18 de Julho a minha médica disse-me se até dia 25 de Julho não acontecesse tinha que estar no hospital as 8 da manhã para me provocarem o parto.

 Dia 21 terminei o tempo e nada... no dia 23 o meu cunhado chegou, e disse " a minha afilhada estava a éspera do padrinho para nascer"....jantamos todos juntos nesse dia pais sogros irmão e nos. N altura estavamos na casa da minha sogra porque o meu marido não tinha a carta e caso acontessece durante a noite estavamos resolvidos por volta das 3h da manhã acordei com uma vontade enorme de ir a casa de banho e as 4h estava novamente mas deitei um bocadinho de sangue acordei o meu marido e o meu cunhado e fomos para o hospital cheguei ao hospital por volta das 6,30 entrei e eles ficaram na sala de espera e eu fui para a maternidade e começou o pesadelo senti qualquer coisa "rebentar" e fiquei cheia de sangue. A enfermeira veio mediu os batimentos, 105 nunca vou esquecer este número, e ouvi- a ao telefone " dra tenho um possível decolamento de placenta de tempo com grave hemorragia" em 5min tinha 10 pessoas a minha volta "vai correr tudo bem, não tarda tem o seu bebé tem que estar calma", lembro-me de entrar no bloco mais nada, a Madalena nasceu as 7,24h do dia 24 de Julho de 2015. Acordei penso eu por volta das 9h com a médica,  a quem devo a vida, Dra Isabel Campião a dizer tenha calma esta tudo bem " onde está o meu bebé, quero o meu bebé, por favor tragam-me o meu bebé" era só o que dizia e ela calmamente e com uma certa ternura disse " infelizmente não conseguimos salvar o bebé" e o meu mundo acabou os meus sonho, planos tudo ficou destruido só queria morrer e ir ter com a minha princesa. Nesse dia não conseguia encarar o meu marido sentia-me culpada por o que tinha acontecido esla estava dentro de mim porque não a consegui proteger... pedi que fosse a minha mãe a ficar comigo e as enfermeiras deixaram que dormisse lá. No dia seguinte implorei que me deixassem vir embora aquele choro dos bebés a toda hora estava a fazer-me mal pensei, com egoísmo, porque é que se eu não tinha o meu porque é que tinha que ouvir os outros, tive alta e vim para casa. Chorei todo o fim de semana... na 4ª feira tive que voltar a maternidade para mostrar pontos e no caminho recebo um telefonema da morgue, tivemos que ir assinar uns papéis uma vez que doamos os tecidos para estudo o hospital responsabilizou-se pelo enterro, mais um dia de pesadelo a nossa menina a poucos metros de nós e nem sequer tínhamos visto como ela era" é melhor não a verem senão vão ficar sempre com aquela imagem apenas precisam saber que era linda e perfeita" disse-nos a médica. Durante semanas acordei durante a noite e jurava que ouvia um bebé chorar....

    No dia 1 de Novembro voltei ao trabalho estava revoltada precisava de arranjar um culpado para tudo o que aconteceu senti que toda a gerencia era culpada por não ter cumprido as ordens do médico e eu ter estado sempre de pé, sem ter descansado mas acima de tudo culpava-me a mim, a culpa era minha não tinha conseguido proteger a minha filha.

   O meu marido demorou meses até conseguir dizer o nome da Madalena, sofreu para dentro durante muito tempo para eu não ver (pensava ele), eu agradeço até hoje a uma grande amiga com quem fizemos tratamentos de Reiki, e que nos ajudaram a deixar a nossa filha partir, e quando ela partiu tivemos a melhor recompensa de sempre.

 Em Fevereiro de 2015 fui a consulta da Dra Isabel porque precisava de saber o que tinha acontecido as coisas ainda estavam muito confusas, mas sobretudo fui porque tinha feito um teste de gravidez que deu positivo e confirmou-se estava grávida novamente! Fui seguida com muito cuidado pela Dra Isabel e pela Dra Marina do Vale na Fetus, a quem recomendo sempre, e lá estávamos nós outra vez à espera de mais uma menina, foi uma gravidez " calma, com a corda no pescoço e com muito medo", aos 7 meses de gravidez vim para casa descansar e tudo de novo trombocitopenia e poucos líquidos, pensei "outra vez não". Ficou decidido logo no inicio que era cesariana as 38 semanas e assim foi, no dia 15 de Setembro as 9,38h da manhã tínhamos finalmente a nossa princesa Mariana connosco saudável e linda....

  Hoje a Mariana tem quase 18 meses e sei que tem um anjinho da guarda que zela por ela a toda a hora, tem sido uma criança absolutamente saudável e é muito independente mas também muito "mimenta". É a nossa rainha cá de casa e embora não preencha o vazio da mana dá-nos motivos para viver todos os dias...

 

É assim o meu testemunho ainda não consegui ultrapassar nem deixar de me sentir culpada pelo que aconteceu à Madalena e duvido que alguma vez deixe de me sentir assim, mas a vida continua e a Mariana precisa de mim e sei que a Madalena gostaria que assim fosse...

 

 

um beijo da mãe que te vai amar para sempre 

 

Eva Cavaco"

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6.3.17

águeda encontro pais.jpg

 Encontro de pais com história de perda gestacional, moderado por uma psicóloga, onde se procura efetuar a partilha de histórias de perda gestacional, e facilitar o processo de luto.
Inscrições:
email - rp.eventos.artemis@gmail.com
valor: gratuito associadas A-PA
10€ não associados A-PA
Data Limite inscrições 15 de Abril

pagamento inscrições:
Transferência bancária
IBAN - PT50 0036 0101 99100036132 19 do Montepio geral

PAYPAL:
projectoartemis@sapo.pt

Local evento:
Rotary Club de Águeda
Av. 25 de Abril, Edifífio do Mercado Municipal – Loja 15 e 20
Águeda

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9.2.17

encontro pais março.jpg

 

Encontro de pais com história de perda gestacional, moderado por uma psicóloga, onde se procura efetuar a partilha de histórias de perda gestacional, e facilitar o processo de luto.
Inscrições:
email - rp.eventos.artemis@gmail.com
valor: gratuito associadas A-PA
10€ não associados A-PA
Data Limite inscrições 6 de Março

pagamento inscrições:
Transferência bancária
IBAN - PT50 0036 0101 99100036132 19 do Montepio geral

PAYPAL:
projectoartemis@sapo.pt

Local evento:
Clínica Spazzio Vita
Rua Padre Américo, nº 9C
1600-548 Telheiras (Lisboa)

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4.2.17

como-ser-mae-depois-dos-40-anos-gravidez-depois-do

 A evolução da Medicina, o desenvolvimento científico e tecnológico, aliados aos progressos sociais com melhorias significativas na educação e saúde das populações têm contribuído para reduzir os riscos da gravidez.

A gravidez que ocorre nos extremos da idade reprodutiva (adolescência e tardia), sempre esteve associada a mitos e diferenças culturais. Em algumas sociedades uma e outra situação enquadram-se no padrão reprodutivo normal da sociedade, para outras constituem-se como pouco recomendadas e sinónimos de risco e complicação.

 Nas últimas décadas temos assistido a um aumento considerável do número de gravidezes em mulheres com mais de 35 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), há cada vez mais mulheres a serem mães depois dos 40. Em apenas uma década, o número de crianças cujas mães tinham mais de 40 anos aumentou 50,7%: em 1997 nasceram 2046 bebés e em 2007 esse número cresceu para 3083”.

 

Nos países industrializados a gravidez após os 35 anos tem aumentado de modo consistente com as consequentes implicações para a saúde da mulher e do feto, implicando novas preocupações e desafios não apenas para os futuros pais mas também para os profissionais de saúde.

As razões para este fenómeno são múltiplas. “A maternidade não é mais um destino, muitas mulheres hesitam em lhe dar corpo, por dificuldades na escolha do parceiro, interrupção profissional…” (Faria, 2001). O nascimento de um filho é cada vez mais resultado de um planeamento criterioso, inserido num projecto de vida, em que os pais procuram reunir as melhores condições para concretizarem o seu sonho de paternidade.

O adiamento da primeira gravidez para idades mais tardia deve-se a factores sociais, económicos e pessoais, entre os quais podemos destacar:

  • A crescente presença da mulher no mercado do trabalho e consequente preocupação com a formação académica e profissional, realização pessoal, investimento na carreira.
  • As dificuldades associadas ao mundo laboral, com o aumento da precariedade de emprego e diminuição da aplicação das regalias sociais relacionadas com a maternidade.
  • O casamento é adiado e quando acontece os casais pretendem assegurar a sua estabilidade económica e maturidade emocional antes de planearem o nascimento de um filho.
  • O desenvolvimento dos métodos contraceptivos e a sua difusão
  •  O avanço das técnicas de reprodução medicamente assistidas, tornaram possível a concretização de sonhos alimentados ao longo da vida, permitindo gravidezes com taxas de sucesso significativas, mesmo em idades consideradas muito avançadas, em oposição aos processos naturais do ciclo reprodutivo5.
  • Os problemas relacionados com a infertilidade e os tratamentos prolongados que lhe estão associados.
  • O aumento das taxas de divórcio, em alguns casos coincidente com a saída dos filhos de casa, pode provocar o “síndrome de ninho vazio” e o desejo de uma gravidez ocorre.

 

Segundo a FIGO ( Federação Internacional de Ginecologia e Obstericia) considera-se gravidez tardia a que ocorre após os 35 anos e constitui uma das actuais preocupações para os profissionais da saúde reprodutiva. Entretanto, alguns especialistas subdividem este grupo entre mulheres até 40 anos e com mais de 40 anos, por ser evidente o aumento do risco materno e perinatal ultrapassada a quarta década de vida da mulher. Dados de 2006 do DATASUS mostram um aumento de 7,9 para 9,6% de gestações neste período da vida. Em países desenvolvidos, a gestação em mulheres acima de 35 anos aumentou substancialmente, como nos Estados Unidos em 2005, em que 14,4% das gestações foram de mulheres acima de 35 anos. Nestes casos a maioria das mulheres que engravidam tardiamente, tem boas condições de saúde, são planeadas e desejadas e não é raro resultarem de reprodução assistida, consequência da redução da fertilidade que a idade representa. Nos países em desenvolvimento, a gravidez tardia associa-se frequentemente á multiparidade, em mães com início precoce da maternidade, e desde logo com maior risco obstétrico.

 

A gravidez após os 40 anos constitui-se com um risco especial porque surge numa fase do ciclo reprodutivo em que as capacidades da mulher estão em declínio e porque frequentemente coexistem nesta fase da vida problemas médicos durante a gravidez que contribuem para agravar o prognóstico.

  • As malformações congénitas, particularmente as trissomias, são responsáveis pelo aumento do número de abortamentos espontâneos e interrupções de gravidez com indicação médica. Este risco chega a 25% nas mulheres entre 35 e 40 anos e a 51% nas mulheres com mais de 40 anos.
  • O número de hospitalizações durante a gravidez pode triplicar, em consequência de patologia desenvolvida durante a gravidez. A hipertensão arterial é uma das causas mais frequentes e aquela que está relacionada com consequências maternas e fetais mais graves. O risco de diabetes também aumenta com a idade, chegando a ser seis vezes maior entre as mulheres com mais de 40 anos (Cleary-Goldman et al., 2005). O recurso ás técnicas de reprodução assistido relaciona-se com o aumento das gestações gemelares.
  • Complicações obstétricas como placenta prévia e descolamento prematuro da placenta também são mais frequentes entre as gestações tardias.
  • No que se refere ás complicações fetais destacam-se obesidade, parto pré-termo, ACIU e o baixo peso á nascença estão aumentados geralmente em consequência de patologia associada, como é o caso da diabetes, hipertensão, obesidade. O risco de mortalidade perinatal, e principalmente de óbito fetal, cresce com o aumento da idade materna e tem uma ascensão mais acentuada nas últimas semanas de gestação, muitas vezes levando à morte intrauterina de fetos viáveis.

As taxas de cesarianas nas gestações acima dos 35 e particularmente após os 40 anos podem chegar aos 70%. È frequente o insucesso das induções de trabalho de parto  ou distocias da sua evolução.

De um modo geral a gestação acima dos 40 anos está associada a maiores índices de morbilidade e mortalidades maternas, fetais e neo-natais, no entanto muitas gravidezes evoluem sem qualquer complicação.

link do postPor projectoartemis, às 19:24  comentar

1.2.17

No dia 21 de Fevereiro estaremos disponíveis para atendimento nas instalações do núcleo da A-PA em Lisboa, na Clínica Spazzio Vita
Quem desejar pode-se deslocar até lá, para nos conhecer, ter informações sobre o nosso trabalho, ou para consulta, entre as 10:30 e as 17:30, aconselhamos que façam marcação por uma questão logistica, através da linha 938633707 ou por email projectoartemis@sapo.pt para a A-PA.
Qualquer atendimento só é efetuado mediante marcação prévia.
Esperamos pela vossa visita.

atendimento.jpg

 

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26.1.17

lisboa.jpg

 

 

Encontro de pais com história de perda gestacional, moderado por uma psicóloga, onde se procura efetuar a partilha de histórias de perda gestacional, e facilitar o processo de luto.
Inscrições:
email - rp.eventos.artemis@gmail.com
valor: gratuito associadas A-PA
10€ não associados A-PA

pagamento inscrições:
Transferência bancária
IBAN - PT50 0036 0101 99100036132 19 do Montepio geral

PAYPAL:
projectoartemis@sapo.pt

Local evento:
Clínica Spazzio Vita
Rua Padre Américo, nº 9C
1600-548 Telheiras (Lisboa)

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Espaço de partilha com objectivo de diminuir a falta de informação técnica e emocional a mulheres que vivenciam o luto da perda de um bebé ao longo da gravidez, bem como quebrar o Pacto de Silêncio resultante de todo esse processo de luto na Perda Gestacional.
Envie a sua questão
Este consultório online é um espaço onde pode colocar as suas dúvidas no âmbito da Perda Gestacional. Este Consultório tem um carácter informativo e o acompanhamento médico especializado por parte dos leitores não deve ser descuidado.

E-mail: projectoartemis@sapo.pt

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Direcção APA
projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Em paralelo, acompanhou Manuela Pontes na Direcção da Artémis como Vice Presidente. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

Contacto:
Telefone:938633707
E-mail: projectoartemis@sapo.pt
Site: www.facebook.com/associacaoartemis

Orgão Sociais
Direcção:
Presidente - Sandra Cunha
Vice Presidente - Patrícia Vilas Boas
Secretária - Andreia Neves
Tesoureira - Susana Rodrigues
Vogal - Marco Jesus
Assembleia Geral:
Presidente - Anabela Costa
1ª Secretária - Vanessa Mack
2ª Secretária - Sílvia Melo
Conselho Fiscal:
Presidente - Ricardo Fortuna
Vogal - Mónica Cunha
Vogal - Manuel Vilas Boas
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