10.9.14

Não existe nenhum casal que não passe por crises, a todos os níveis e de variadas formas. Aparecem regularmente nas nossas vidas, muitas vezes quando julgamos ter chegado a patamares de razoável estabilidade.                                           

 

Após a perda de um filho, muitas vezes o casal começa a ter dificuldades de comunicação, a afasta-se em determinados temas, principalmente na necessidade de falar sobre o assunto. Reagem de formas diferentes, e nem sempre se sentem compreendidos um pelo outro., levando a crises conjugais.

 

Entendemos que uma crise não tem que ser o final, mas devemos encará-la como uma oportunidade, uma hipótese de transformação que renova. Por isso, quando este afastamento acontece devemos trabalhá-la e aproveitar as tensões, os desgostos e o sofrimento que ela provoca para subir no nosso crescimento, maturidade e aperfeiçoar o relacionamento.

 

Numa relação quase todas as situações são passíveis de serem ultrapassadas, e a falta de comunicação é uma delas. Ás vezes o casal precisa de ajuda, e nestes casos poderá recorrer a um terapeuta, para que iniciem terapia de casal.

 

Ao terapeuta cabe-lhe trabalhar a relação através do elemento que se mostra mais disponível. Graças à terapia esse elemento fica mais “estruturado, mais equilibrado e com maior nível de auto-conhecimento e dos fenómenos que ocorrem na relação”.

 

A terapia de casal funciona em termos preventivos e de urgência. Mas ainda existe muita resistência em fazê-la Quem faz terapia de casal refere que as vantagens são imensas e compensão em muito o esforço e o confronto que muitas vezes ocorrem durante as sessões.

 

Falar sobre nós próprios permite-nos identificar problemas e sonhos, desenterrar fantasmas e bloqueios, encarar medos e reconhecer competências. E tudo o que está escondido na “sombra” transforma-se em energia, força e poder para enfrentar uma nova gravidez e superar a perda em conjunto.

 

As terapias de casal mostram que tudo, ou quase tudo, pode ser superado, desde que haja amor e que os sonhos sejam trabalhados em conjunto.

Sandra Cunha

(Psicóloga e Presidente A-PA)

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projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Em paralelo, acompanhou Manuela Pontes na Direcção da Artémis como Vice Presidente. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

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