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A Medicação

Quarta-feira, 15.04.09

 

Olá Boa Tarde

Infelizmente já passei por 2 abortos retidos e tenho tentado arranjar um médico que se preocupe com o meu caso, mas até agora parece que nenhum se interessa.
O meu GO disse-me que só a a partir do 3.ºaborto é que poderia fazer mandar fazer algo (exames e análises), mas eu não me conformo com uma resposta dessas. Então decidi telefonar para um antigo GO que ia anteriormente, contei-lhe pelo telefone o que se tinha passado das 2 vezes e ele infelizmente acabou por dizer o mesmo que o outro médico..."não podemos fazer nada, so a partir do 3.º aborto é que se pode fazer um estudo", mas disse-me para ir ao consultório no dia a seguir para ir levantar uma receita e disse-me que logo que soubesse que estava gravida para começar a tomar.
Na receita indica lovenox e cartia, a minha questão é a seguinte, será que não existe problema em tomar as injecções e o catia sem ter feito quaisquer exames?
Será que não me poderá fazer mal tomar estes medicamentos?
Se me poderem dar uma resposta agradecia.
Obrigada
 

 

 

Boa tarde

A sua questão levanta um problema importante: o encaminhamento para estudo após a 3ª perda gestacional. Infelizmente, os protocolos hospitalares ditam este preceito, com o qual discordo, pois obriga a uma exposição quase de "vá tentanto que logo se vê". É realmente uma situação de extrema crueldade com uma mulher que se vê abandonada à sua própria sorte.

No entanto, há médicos que derrubam esta barreira e procedem a um encaminhamento mais célere, aquando de uma segunda perda.

O ideal seria realizá-lo logo que a 1ª perda acontecesse, os níveis de ansiedade e stress causado por gestações sucessivas a uma perda é gigantesca, aumentando consideravelmente numa 2ª e descontrolando-se numa 3ª.

Quanto à questão que coloca da medicação. Não tenho formação em medicina, mas costumo alertar para a importância de confiarmos nas decisões do médico assistente.

Acredito no senso comum de que um profissional de saúde actua em função do bem estar físico da sua paciente e todas as decisões passarão por esta premissa.
Deverá seguir as instruções que lhe foram dirigidas, mas em caso de dúvida ou insegurança poderá sempre recorrer a uma segunda opinião médica, sublinho, médica.
Um abraço caloroso

 

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publicado por Associação Projecto Artémis® às 22:25


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Espaço de partilha com objectivo de diminuir a falta de informação técnica e emocional a mulheres que vivenciam o luto da perda de um bebé ao longo da gravidez, bem como quebrar o Pacto de Silêncio resultante de todo esse processo de luto na Perda Gestacional.


Direcção A-PA

projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

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