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Injecção versus Expulsão

Segunda-feira, 27.04.09

 

Escrevo este mail, porque me sinto perdida, confusa e bastante angustiada ... Em 8 de Abril descobri que estava gravida, em 21 de Abril, tive a maior tristeza da minha vida quando na 1ª eco a médica me informou que devia estar a ter uma gravidez não evolutiva.

No dia 23, comecei a ter perdas de sangue e nas urgências do hospital não me deram mais esperanças e marcaram-me uma curetagem para hoje dia 27 (se se mantivesse a perda de sangue).
 
Hoje, a custo lá fui, o obstreta que me viu, disse-me que tinha outra opção para além da curetagem. Uma injecção que me deve ajudar a "expulsar tudo". Não sei bem pq (não sei se foi sentimento de culpa) acabei por optar pela injecção.
O médico mando-me voltar ao hospital dia 7 de Maio para observação. Mandou-me ir em jejum, pq podia ser necesário fazer uma curetagem caso não "expulse tudo".
 

A minha questão é, sendo hoje dia 27 de Abril ( dia em que levei a injecção), não é muito tempo  (7 de Maio) para voltar a ser observada ?
A minha GO está ausente, não sei mais a quem perguntar.
 
Agradeço desde já a vossa atenção e quero felicitar os responsáveis por este projecto tão nobre e que me tem dando tanta força.
 
Muito obrigada!

Soraya Ferreira

 

 

Querida leitora

A terapêutica ministrada para expulsão em casa é algo que me preocupa e, na minha opinião, jamais deveria ser disponibilizada, sabendo que a ansiedade que reveste este momento poderá despoletar medos, inseguranças e crises de pânico, inclusivamente.
Não lhe sei dizer, tecnicamente, se 10 dias de "abandono" a si própria serão normais ou um completo desleixo médico, pois todas as práticas médicas deveriam ser utilizadas sob vigília, levando em consideração a integridade física de cada um.
No entanto, e visto que nada disso foi levado em consideração neste momento, aconselho-a a estar atenta a todos os sinais que o seu corpo lhe transmitir, qualquer perda sanguínea mais abundante ou dores que possam estar a inflingir algum desconforto.

Qualquer sintomatologia que lhe causa a menor dúvida, não hesite em dirigir-se a uma unidade hospitalar mais próxima.

Um abraço fraterno

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publicado por Associação Projecto Artémis® às 22:25


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Espaço de partilha com objectivo de diminuir a falta de informação técnica e emocional a mulheres que vivenciam o luto da perda de um bebé ao longo da gravidez, bem como quebrar o Pacto de Silêncio resultante de todo esse processo de luto na Perda Gestacional.


Direcção A-PA

projectoartemis Sandra Cunha, Psicóloga desde 2005 da Associação Projecto Artémis, tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde essa data na área da Perda Gestacional. Desde Junho de 2011 está como Presidente da Associação Projecto Artémis, procurando quebrar o silêncio, alienado o seu conhecimento técnico com o da realidade da perda de um filho. Perdeu um bebé em 2007, após 2 anos de trabalho como psicóloga da Artémis, o que lhe permitiu reunir à técnica o conhecimento árdua de ter vivido na pele a perda de um filho.

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